Uma odisséia no espaço – por Bruno Gawryszewski
2001: UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO
Stanley Kubrick
Cinco considerações sobre a obra de Kubrick:
1) A trilha sonora é maravilhosa. Kubrick soube aproveitá-la nos instantes certos, mexendo intensamente com minhas emoções ao assistir o filme, por ora angústia, por ora redenção e outras vezes, conquista.
2) A narrativa é extremamente lenta. Kubrick oferece a oportunidade de vivenciarmos o filme até a última gota, apreciando todas as formas apresentadas na tela.
3) É um filme de pouquíssimos diálogos. Uma obra muito mais visual e estética.
4) Os dez primeiros minutos com os macacos são excepcionais. Se Kubrick quisesse realizar um curta apenas com aquela parte, seria um dos melhores de todos os tempos.
5) A evolução do homem, sua relação com o instrumento, a máquina e a perda do controle sobre as inovações dos mesmos são brilhantes no filme. A cena do macaco descobrindo que poderia utilizar o osso como instrumento para quebrar coisas, caçar, ou seja, beneficiar-se do objeto inerente ao seu meio e relembrando Vygotsky “o instrumento é um elemento interposto entre o trabalho e o objeto do trabalho, ampliando as possibilidades de transformação da natureza” é, para mim, a cena mais marcante do filme.
Só pra fechar, é sensacional!
Por Bruno Gawryszewski, 17.01.04