Sobre a anti-hipnose ou a respeito da música da luz: apontamentos para uma crítica da atenção na contemporaneidade

Resumo: Este trabalho tem por objetivo tratar o tema da atenção, tentando verificar como as atividades perceptivas podem ser utilizadas tanto como estratégia de manutenção da ordem social, como também instrumento de contestação e criação. Tal análise terá como enfoque a hipnose, desde as primeiras utilizações do termo, passando pela representação no final do século XIX e sua repulsa no início do século XX pelo discurso dominante. A hipótese que tentarei trabalhar aqui gira em torno de algumas das possíveis utilizações da hipnose na sociedade contemporânea, seja como aparelho fundamental para o capitalismo e suas engrenagens de controle, seja como inspiração para novas possibilidades de vida. Nesta trarei o emprego do termo anti-hipnose para designar produções que possuem como solo inventivo a atenção em seu modelo hipnótico, tomando como exemplo o trabalho do cineasta Júlio Bressane, notadamente seu filme “A família do barulho”.

Por Carlos Augusto Santana Pereira

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