O mais rigoroso dos filhos da Nouvelle Cague – por Carlos Pereira

O MAIS RIGOROSO DOS FILHOS DA NOUVELLE VAGUE

“Dos cineastas da Novelle Vague, Eric Rohmer talvez seja o de trajetória mais coerente. O rigor formal e o uso costante do mesmo grupo de atores torna seus filmes não apenas fáceis de identificar, mas sobretudo interligados. Não por acaso, Rohmer filmou muitas histórias unidas em blocos temáticos, e uma retropesctiva como esta é a melhor chance de vê/las em cojunto, como uma obra de fato”.

Embora conheça pouco sobre o movimento da nouvelle vague, ao assistir o filme de Eric Rohmer tive a impressão de estar diante de um dos mais fidedignos representantes da Nouvelle Vague de Godard e Truffaut. Digo e repito, perder essa mostra do Eric Rohmer é perder um bela oportunidade de aprender/sensibilizar/apreciar sobre ese movimento que revolucionou a história do Cinema, e pior, de assitir num dos mais belos cinemas do mundo, o Odeon. Ontem assisti dois filmes: A colecionadora e o Amigo da minha amiga. O primeiro é simplemente genial!!! Um rapaz chamado Adrien curte a suas férias numa casa próxima ao mar Mediterrâneo na busca de fazer nada, simplemente nada. Sóque sua nobre tentativa fracassa ao ter que dividir a casa com mais duas pessoas onde vive um intriga amorosa muito delirante mas, o que o filme realmente arrebenta são os diálogos que mais parecem discussões filosóficas sobre a existência humana, vejam essas frases: “Estarei fazendo um maior bem a humanidade fazendo nada do que trabalhado” e “é fácil trabalhar, difícil é a preguiça”, e nessa mistura o filme entra assuntos como a Indústria Cultural e a neurose do trabalho; o segundo de costumes super bem feito com um roteiro maravilhoso.

É imperdível !!!!!

By Carlinhos, 22.01.2003