Arte popular e novas possibilidades de estudos da história da Educação Física e do Esporte
Resumo: Nos estudos ligados à História da Educação Física e do Esporte no Brasil pouco se têm considerado outras formas de fontes que não as documentais, normalmente secundárias, voluntárias e de autores consagrados da década de 80/90. Longe de afirmar que obras consagradas não se prestam ao estudo de nossa história, pretende-se questionar se outros tipos de fontes não podem ampliar o espectro de estudo do esporte e da Educação Física brasileira. Assim, esse estudo objetivou verificar uma possibilidade de ampliar esse espectro de estudo a partir da utilização das 289 letras de um compositor popular: Noel Rosa, escolhido pelo caráter de sua obra e pelo período em que foi realizada. As letras foram analisadas em dois níveis: a) manifestos, representado pelas estruturas lingüísticas; e b) latente, onde se encontra a ideologia, o sistema de idéias-representações. As oito letras encontradas - Quem dá mais (1930); Mulato Bamba (1931); Negócio de Turco (193-); Quem não dança e Mulher Indigesta (1934); A Melhor do Planeta e Conversa de Botequim (1935) e Tarzan, o filho do Alfaiate (1936) - comprovam, mesmo que preliminarmente, as possibilidades que o uso desse tipo de fontes oferece ao surgimento de novos elementos, questionamentos, idéias e até interpretações para a história da Educação Física e do Esporte, cabendo-nos desenvolver e potencializar tais contribuições.
Palavras-chaves: História da Educação Física; História do Esporte
Por Victor Andrade de Melo
Download: noelrosa_art_rbce.pdf
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